sexta-feira, 24 de novembro de 2017

ARVORE(VI)ZINHAS.


Aquarela sobre tela. Bob, 1998.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

MEMÓRIAS RECENTES

Dez anos (e alguns meses) depois encontro essa colagem entre os meus arquivos de imagem.
Foi um presente do amigo Kiran, Léon Federico Léon.
Grande e talentoso fotógrafo com o qual eu tive a sorte de cruzar algum dia. Kiran se integrou ao Depósito de Teatro como fotógrafo, como amigo, conselheiro e de tantas outras formas que ele achou para participar da experiência cotidiana do Depósito de Teatro.
O Kiran como fotógrafo e o Mirco Zanini como iluminador, foram duas gratas presenças (e vivências) como integrantes ativos do grupo. Os únicos membros que não eram atores ou diretores.
Era maio de 2007.
O meu mundo começava a cair.
Mas, eu não via isso, pois estava num momento especial da minha vida. Eu estava explodindo de felicidade. Estava mais uma vez apaixonado. Engatava minha maravilhosa (profícua e duradoura) relação com a Elisa. Festejava meu aniversário entre meus amigos, no "meu" espaço. O novo Depósito de Teatro que estávamos instalando na Câncio Gomes.
Digo "meu" entre aspas, porque tenho total consciência que era o nosso espaço. O Depósito dependia do esforço de muita gente.
Éramos um grupo de 12 pessoas. Mais um batalhão enorme de alunos, ex-alunos e simpatizantes da causa.
Em maio do ano seguinte o sonho acabou.
Foi decidido em reunião fechar o espaço.
O nosso teatro dura e penosamente construído.
Independentemente mantido por 10 anos.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

MEU SEXTO LONGA - BIO



Andei dando uma olhada na minha (lamentavelmente pequena) filmografia: percebi que tiva a sorte e o prazer de ser convidado para fazer uns filmes (curtas e longas) diferentes, especiais, eu diria até mesmo conceituais. Foi assim com Os Residentes, de Thiago Mata Machado. Foi assim com Ainda Orangotangos, de Gustavo Spolidoro, que inventou de fazer um longa em plano sequência. E, é assim agora com BIO, do Carlos Gerbase. São filmes que arriscam além das margens. Experimentam linguagens. Filmes corajosos. 
BIO, é a história de um homem que nasceu em 1959 (eu sou de 1954) e morreu em 2070, contada por pessoas que o conheceram e, de alguma maneira, contribuíram para a sua trajetória. Relatos subjetivos reconstroem momentos decisivos da vida de um cara que nunca aparece.
Quando li o roteiro pensei que tinha tudo pra dar errado.
E talvez até desse errado se não fosse a direção do Gerbase. Mais do que a direção, o vislumbre do resultado que o Gerbase já tinha na cabeça quando começaram as filmagens.
Adoro fazer cinema. Adoro mais ainda quando são propostas inusitadas e instigantes.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

MESTRE EM ARTES CÊNICAS

Finalmente chegou o dia da apresentação da dissertação, a defesa e a conclusão do mestrado em artes cênicas. Foram quase três anos de um processo tão longo, quanto exaustivo, tão rico, quanto importante. Na esquerda, minha caríssima orientadora Professora Marta Isaacsson. Ao seu lado, Rosyane Trotta, professora da UNIRIO, nome importante na pesquisa teatral e inestimável colaboradora durante meu processo de qualificação. No centro, eu, completamente feliz e embevecido por completar esta etapa. Na ponta direita, o professor João Pedro Gil, sempre gentil e carinhoso, sem saber ele foi um dos meus maiores incentivos para trilhar o caminho das artes cênicas. Ao seu lado, a professora Sílvia Balestreri, a terceira componente da banca examinadora.  

COWBOY NO PORTO ALEGRE EM CENA II

Como falei no post anterior a peça "Um Verdadeiro Cowboy" integrou a programação oficial da décima nona edição do Festival Porto Alegre em Cena. Foi minha primeira participação como ator, e justo nesta primeira vez levei o Prêmio Brasken de Melhor Ator. Maravilha. Sempre é bom receber o reconhecimento dos colegas. Ao meu lado na foto Luiz Paulo Vasconcelos, meu antigo e estimado professor.

domingo, 9 de setembro de 2012

COWBOY NO PORTO ALEGRE EM CENA

Minha vida e minha vida no teatro se confundem muito. Pra quem começou na atividade por acaso até que estou indo longe. Lá, nos idos de 1996 o Luciano Alabarse era o todo poderoso do Porto Alegre em Cena, festival internacional de teatro de Porto Alegre. Na ocasião, ele decidiu que a peça O Estranho Sr. Paulo não poderia entrar na programação do Em Cena. Relembro este fato apenas para dizer que nunca participei do Porto Alegre em Cena exercendo a função de ator. Não tenho certeza e posso um dia verificar, mas creio que destas dezenove edições do festival, participei de umas dez, sempre na qualidade de diretor de algum espetáculo. Portanto, esta é a primeira vez que meu crachá diz ator. A peça é "Um Verdadeiro Cowboy", texto maravilhoso de Marília Samper. 

domingo, 10 de junho de 2012

VIDA DE REPÚBLICA - EPISÓDIO 01

No ano passado (2011) fiz uma ponta neste seriado. Depois nem fiquei sabendo mais nada sobre o projeto, tampouco sobre o episódio. Agora estou postando aqui. Tem algumas interferências chatérrimas sobre economia de energia elétrica, mas... tudo para a glória do patrocinador.

Produzido pela Casa de Cinema para o Canal Futura. Na capa: Tiago Prade.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

DIFERENÇA DE IDADE

Sinto que muitas pessoas se afastaram de mim ou começaram a me tratar de maneira diferente depois que começou a minha relação com a Elisa. Paranóia? Será? 
Eu disse para um amigo que eu sentia muita censura no olhar das pessoas em geral quando me veem junto com ela na rua. Ele me perguntou: Não é tu que quer ver isso no olhar das pessoas? Ou seja, me devolveu o problema. Pode ser. Pode ser que eu fique examinando a reação das pessoas quando eu a Elisa vamos ao teatro ou a uma festa ou quer outra situação social. É certo que muitas vezes faço isso. Mas, tem ocasiões em que inegavelmente as pessoas revelam grosseiramente seu espanto e preconceito em relação à nossa relação.
Amigos se afastaram. Poucos são aqueles que mantém-se fiel a amizade e superam seus próprios valores e entendimentos para aceitar nossa felicidade de estar juntos. Sim, porque somos felizes juntos. E vivemos juntos há mais de cinco anos. Mas, tenho certeza, em cada lugar por onde andamos, tanto em Porto Alegre, quanto em nossas viagens, causamos espanto e revolta. Como se fossemos um casal freak. Acredito que o mesmo espanto e preconceito eram causados, há anos atrás, por casais formados por pessoas brancas e negras, e, ainda hoje, por casais homosexuais.

domingo, 20 de maio de 2012

MOMENTO DIFÍCIL

Me sinto triste. como se estivesse passando por um processo de amassamento, esmagamento. Perdi meu espaço duramente conquistado. como em outras tantas vezes em minha vida me sinto perdido, esvaziado. Uma vontade de chorar intensa me aflige. de volta a alteração no meu batimento cardíaco: taquicardia. O coração dispara como se a gente estivesse sentindo muito medo. O processo, além das marcas e feridas que deixa, abate meus sonhos, minha esperanças e desejos, minha vontade de viver. Nem sempre me sinto forte o suficiente para lutar contra todos estes sintomas, paranóicos ou não, que me levam a prostração. Sobrevêm uma sensação de derrotismo, fracasso, desesperança no futuro e uma fortíssima desvontade de viver. E, pior, junto com isso envelheço. Chego naquele momento em que a pessoa começa a perceber-se como carta fora do baralho. 

quinta-feira, 3 de maio de 2012

POR ONDE ANDARÃO?

A long time ago eu trabalhei no Centro de Comunidade Primeiro de Maio, que fica situado no centro do Bairro Maria Goretti, perto do campo do Zequinha, redondezas da Assis Brasil. Lá eu trababalhava como Orientador de Lazer, na maior parte de tempo com crianças e jovens, mas também com turmas de idosos e o grupo de futebol dos adultos que, é claro, se reunia em pleno domingo de manhã. A foto me remete àquela época, ano de 1976, ano em que nasceu minha filha e consegui uma vaga, primeiro como estagiário e, logo em seguida como agente de lazer. A gurizada da foto devia ter entre 10 e 13 anos, ou seja hoje estão na faixa dos 46 e 50 anos. Lembro exatamente de cada um. A Ariane, o Marcelo e o Dentinho era de quem eu mais me aproximava. O que andarão eles fazendo? Em que trabalham? Guardam alguma coisa daquela época? Esta foto é time de volei, do qual faziam parte a maioria do time de futebol de salão, do qual faziam parte a maioria dos atletas de natação e dos que jogavam futebol no sábado de tarde. Trabalhei quase um ano no Ceprima e depois o chamado do teatro bateu mais forte e abandonei o emprego para me dedicar ao espetáculo As Aventuras de um Diabo Malandro, mas isto já faz parte de outra história. Um grande abraço a todos que aparecem na foto. Estejam onde vocês estiverem.  

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

AINDA ORANGOTANGOS

Dirigido por Gustavo Spolidoro, Ainda Orangotangos foi o segundo longa metragem que trabalhei. Um personagem maluco, numa maluca, num filme mais ainda. Adorei fazer o filme. Aí em cima tem o trailer do filme. Se curtirem, é só baixar da internet que está a disposição.

OS RESIDENTES

Na foto, a Ciça e o Gustavo numa cena do filme do mineiro Tiago Mata Machado, rodado em julho agosto de 2008 e lançado recentemente no 43 Festival de Brasília. Este foi meu terceiro longa. Estava por demais ansioso para ve-lo na telona (o que ainda não aconteceu) penso em ir para o Festival de Tiradentes, no final de janeiro, para assistir o filme que estará na competição.  

MENOS QUE NADA

É muito bom ser ator. É muito bom estar em cena. É muito bom fazer cinema. Ontem comecei a filmar minhas cenas no novo longa do diretor Carlos Gerbase, que se chama MENOS QUE NADA. Um roteiro tremendamente sensível, com uma história belíssima sobre um rapaz chamado Dante que sofre um surto psicótico. Meu personagem se chama "Seu" Gregório. É o pai do rapaz. Estou muito feliz de estar no elenco do filme. Meu quarto longa metragem. 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

PASSEI NA PROVA


Achei tão incrível que resolvi postar a notícia aqui: passei na prova do mestrado. Saí da prova arrasado. Achei que fui mal e que não conseguiria a nota mínima para ser aprovado. Fiquei triste. Fiquei puto da cara. Estudei um monte e na hora fiquei nervoso, atrapalhado e as idéias não se encaixavam. Dos doze livros indicados eu li nove. Anotei, fiz resumos. Li outros textos e livros complementares. E saí da prova achando que não tinha passado. Pois me enganei. Passei. Maravilha. Ainda tem mais duas fases: a avaliação do projeto e a entrevista. Mas agora me acho mais confiante na possibilidade de passar nestas etapas também.
Ainda não sei bem pra que vai me servir um mestrado a esta altura do campeonato. Se eu passar nas etapas seguintes, vou entrar num curso de dois anos de duração. Isso quer dizer que terei 58 anos no final do curso. Pra quê? Ainda não sei, mas só vou descobrir fazendo. 

domingo, 27 de setembro de 2009

DIA DE CHUVA


Está chovendo. Faz dias que está chovendo. Não me sinto nem mais nem menos triste por causa disso. Na verdade, acho que os dias de chuva são bonitos. Têm uma coloração bonita. Um brilho diferente. O sol incandesce tudo. A chuva amaina as paixões.
E a minha vida como vai? Sob certos aspectos nada tenho a me queixar. Sob outros, aqueles que ficam mais ou menos soterrados, entre os escombros, teria muito a comentar. No fundo, são velhas queixas, amontoados de fracassos, pilhas de indecisões. Têm dias que tudo isso me incomoda mais. Me causa um incômodo profundo. Quase uma dor física e uma vontade enorme de chorar.
Mas, hoje está chovendo. Quase sem parar. A chuva derrama lágrimas Já que chove. Uma imagem de um dia de chuva do passado. Na foto: Eva Lucia Ferraz, a Uti, minha primeira esposa; Laura Backes, com quem na época da foto eu estava casado, and me. Chovia muito, mas parecíamos felizes. Estávamos todos trabalhando de uma encenação na Igreja dos Navegantes, em pleno dia 2 de fevereiro, dia de festa da santa.